Como os buracos do queijo
os vazios existênciais são imprescindíveis para a existencia
universos particulares
microcosmos que justificam existir à luz, na sombra
O coração não se compromete...
é preciso a ruptura, para brotar?
Há uma sede de estímulos sensoriais que não respondem
na ponta dos dedos,
das profundezas do que for mais tocante,
delicado,
no íntimo das indagações mais perspicazes
sem palavras que descrevam o que é aquilo tudo
que brotou (ou que soterrou)
depois da ingestão...
do depois
e do depois
e do enfim
só
Continua tudo igual
sutilezas
um mundo incrível e sedutor por ser desbravado pelo que a razão não pode descrever
um dia inteiro, repleto de segundos
e respirações em que o cheiro permanece e as coisas quase perdem o sentido
pois o tempo e o espaço não estão dispostos de uma maneira interpretável
quando as coisas, as pessoas chegam e o momento, passou
Olha-se com inquietação comum
e o espaço se torna comum
e o tempo não espera nada... consome o espaço
O tempo consome o espaço!
As coisas apenas não tem mais a mesma dimensão
não como ambos, mas agora como espaço comum a todos
em que cada um tem um segredo que não faz sentido algum a mais ninguém
exceto, talvez, pelas lembranças do que está longe de ser assimilado
Não há mais aquele tempo e espaço
Há o agora, sempre em flor
Em que cada um é seu próprio espaço
O que fazer agora, neste tempo?
Como se mover agora, neste espaço?
:D
terça-feira, 1 de junho de 2010
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