domingo, 23 de agosto de 2009

Educação Neoliberal X Educação Revolucionária

Como sabemos, conforme a concepção burguesa neoliberal de educação, a educação está relacionada ás necessidades de produção, sendo que não há igualdade de oportunidades para todos. Uns são educados para pensar e outros são educados para executar.
A principal característica da escola, nessa concepção, é a de transmissora do conhecimento, tendo como função primordial, preparar o homem para o trabalho (leia-se mercado). A escola na concepção neoliberal, controlada, tem o papel de doutrinar, segundo a ideologia dominante e "oficial", funcionando como o modelo e reproduzindo as relações sociais e suas desigualdades, sendo a escola uma verdadeira vitrine do capitalismo neoliberal, onde a cidadania e consciência social são substituídas pelas leis que regem o código de defesa do consumidor e o aluno passa a ser o comprador da educação. Cabe a escola neoliberal atribuir à educação o papel de preparar, "qualificar" o "cidadão" para o trabalho e para as necessidades do mercado. Tratam o conhecimento e as ciências como propriedade, como capital.

Por outro lado temos a concepção transformadora e revolucionária de educação, segundo a qual, educar é preparar o ser humano para pensar; habilitá-lo a aprender a aprender, a buscar o conhecimento e aproximar o pensar do fazer.
Segundo essa concepção, a escola deve ser a mediadora do conhecimento e deve formar antes de tudo homem integral e emancipado. É aquela que sugere os caminhos, possibilita o acesso ao conhecimento a todas as 'classes sociais' com igualdade de oportunidades e indica as possibilidades decorrentes desse conhecimento, a fim de que o "aluno" desenvolva sua autonomia, aprendendo a aprender o que lhe transformará num homem emancipado, exercendo uma cidadania consciente, com senso crítico e desempenho de as suas funções políticas, civis e sociais.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Educação para além do aparelho ideológico.

No atual contexto, em número, pode até ser que a educação chegue para todos, mas em conteúdo, não. A escola precisa garantir que todos tenham acesso ao conhecimento sistematizado, produzido pela sociedade, assumindo sua não-neutralidade, admitindo que "a forma e conteúdo da informação têm uma direção, uma intenção, um propósito, portanto não são neutros".
Mesmo com todas as "funções" da escola pública em nosso contexto, ela precisa cumprir sua função de socializadora do conhecimento. É necessário "garantir um processo educativo que faça o sujeito refletir sobre si mesmo e sobre sua classe, contribuir para que as classes dominadas deixem de ser classe em si e passem a ser classe para si"
(Sarpelli)
É claro que não somos analfabetos e é claro que não nos querem analfabetos. Não poderíamos, por exemplo, trabalhar de graça para os donos de bancos (quando operamos sozinhos os serviços prestados) se fôssemos totalmente analfabetos.

domingo, 2 de agosto de 2009

Silêncio-horror

Meu coração escurece e as cores morrem
O ar entra como fumaça...
Os olhos olham, divergem e convergem
Nos ouvidos ecoa um silêncio-horror
vazio...
Minha mente, tentando, em vão, entender
jorra desesperadamente todo tipo de pedido de socorro
Tento aceitar, mas dói
E sinto mais o silêncio horror,
que explode quase em morte
É desesperador...
como a escuridão,
quando um abismo está para surgir
É desesperador...
há medo
E só volto a respirar,
soluçando,
quando os gritos do silêncio-horror cessam
E eu não caí, nem morri
Dormi