domingo, 26 de abril de 2009

Expressão vocal

"Cante, cante muito, sentindo o que você pode fazer com a voz. Diria que, de todos os comportamentos quânticos, este é o mais importante, em vista da incrível força que tem na reprogramação da memória celular."
(MENEZES, Jorge. Inteligência quântica: aplicações da teoria quântica na transformação humana. Porto Alegre / RS. Besouro BOX. 2006. p. 103)

A voz é o som básico produzido pela laringe, por meio da vibração das cordas (tecnicamente chamada de pregas) vocais e possui características e qualidades que variam de pessoa para pessoa. Existem fatores que exercem influências nas vozes das pessoas, dentre eles podemos destacar: as características físicas, condições de saúde, fatores psico-emocionais e fatores sócio-culturais.

A voz expressa as condições individuais (físicas ou emocionais). Se a pessoa não estiver em condições saudáveis, a voz deixará transparecer algum problema, podendo vir a comprometer a fala e a comunicação. Além de expressarem as condições físicas das pessoas, os problemas vocais também estão relacionados a aspectos emocionais.

Em "Voz Falada, Voz Cantada - (ESTIENNE, F. "Voz falada, Voz Cantada - Avaliação e terapia". RJ. Revinter. 2004), a fonoaudióloga Françoise Estienne faz uma abordagem não apenas técnica, mas também um tanto humana em relação ao tratamento da voz e sua relação com as emoções e com o ser.
Sabemos que a voz, o produto final da voz está tão ligada a fatores subjetivos e psicológicos,quanto aos aspectos físicos da laringe, o órgão da voz, e que a voz pode ser entendida e definida como o "produto de um modo de fazer resultante de um modo de ser". Sendo assim, é possível interpretar uma voz abafada, sufocada, por exemplo, como evidências de um corpo e alma reprimidos; como efeito de problemas emocionais, auto estima, etc... Porém, como diz Estienne, a avaliação e terapia da voz devem ser concebidas como um processo preciso, com critérios de avaliação, objetivos e prazos, de comum acordo com o "paciente", salientando que, ao trabalhar a voz, estarão sendo trabalhados aspectos emocionais e psicológicos da pessoa (assim como, pode ser que,trabalhando o psicológico, trate-se também da voz) , e que os resultados desse tratamento repercutirão no todo emocional, uma vez que a voz pode ser encarada como um meio que libera e canaliza as emoções.
Quando o físico, autor de "Inteligência Quântica" coloca o canto (a expressão vocal) como sendo a principal atividade que levará a reprogramação da memória celular de uma pessoa, justifica essa afirmação pelo fato de que a física moderna reconhece atualmente que o som e as vibrações são a origem da matéria elementar que constitui tudo o que existe no universo. Expressando oralmente o que há em seu interior, a pessoa estará exteriorizando seu som interior, sua essência. "Todo corpo guarda um som interior. Todo ser é um instrumento, e a engrenagem da comunicação acontece na naturalidade de como é tocado, na naturalidade com que comunica seu som ao exterior".

Para Estienne, "o trabalho vocal torna-se ocasião de entrar em contato consigo mesmo" reconhecendo seus bloqueios e anseios e, quem sabe, citando Jorge Menezes, curar a si mesmo, reprogramando seu interior e sua alma.
Do ponto de vista técnico, há de se buscar nessa re-educação, o tratamento da voz baseado nas queixas da pessoa em relação a sua voz, fazendo com que fique claro (no decorrer do tratamento) os aspectos da voz que ela deseja melhorar ou conquistar, a fim de se estabelecer os objetivos, as etapas e os exercícios do trabalho a ser realizado.

Há vários critérios técnicos e distintos em relação à voz falada e à voz cantada, em relação à qualidade do funcionamento e conforto da voz. Como já foi dito, é preciso fazer uma avaliação baseada nesses critérios afim de promover uma troca capaz de fazer a pessoa refletir sobre sua voz. São vários os critérios que determinam se uma voz é (está) ruim ou se é uma boa voz, como por exemplo, a questão da homogeneidade: enquanto uma boa voz é estável e não se degrada durante a emissão, ou de acordo com o tempo (em relação ao momento do dia, por exemplo), uma má voz é desigual nos diversos períodos do dia e varia conforme o estado geral da pessoa de maneira exagerada (não conseguindo cantar de manhã, cansando no fim do dia, tornando-se rouca pouco tempo depois de um tempo x fonação). Enfim, são várias as avaliações a serem feitas tanto na voz falada como em voz cantada, sendo que quando se trata de voz cantada, diversas e numerosas são as particularidades a serem observadas. Um bom exemplo dessas particularidades são os registros e as passagens desses registros. Para voz cantada usa-se 3 registros: graves (encontram-se na região abdominal), médio (região peitoral), agudo (na região do crânio). Pelo fato de se transitar por estes 3 registros o tempo todo quando se está cantando, a passagem de um registro para o outro deve ser bem ajustada para que a sonoridade não fique deficiente.
É preciso conhecer bem as etapas da produção da voz e também o funcionamento de cada órgão responsável, as cavidades de ressonância afim de se compreender as modificações que se pode trazer, trabalhando cada detalhe. As principais cavidades de ressonância são : a faringe, a laringe, a língua, o véu palatino, a mandíbula e a cavidade bucal, os lábios as bochechas, as fossas nasais e a rinofaringe. As cavidades de ressonância têm um papel fundamental na produção do som, pois é nelas que ocorrem as modificações do som fundamental produzido na laringe. Comparando a um instrumento, poderíamos dizer que as cavidades de ressonância da voz funcionam como a caixa de um violão. Nada adiantaria vibrarmos as cordas de um instrumento isoladamente, pois produziria um som “pobre”.

Lembrando que o corpo físico e psíquico participam da produção da voz falada e da voz cantada, percebo a dificuldade que as pessoas tem, umas mais outras menos, em fazer uso da voz de maneira adequada e satisfatória (para os outros e para si mesmas) pois esta, antes de técnicas e exercícios, está ligada a fatores subjetivos inconscientes que normalmente a própria pessoa desconhece sobre si mesma. Creio que seja realmente possível que o conhecimento, a terapia e os exercícios ajudem a melhorar a voz e a equilibrar os fatores emocionais que, quem sabe, estejam comprometendo o funcionamento da mesma e a plena existência da pessoa.

Resta a dúvida: A voz como fronteira entre o interno e o externo, ao seu natural (ignorando técnicas e aprendizado sistemático), dependeria exclusivamente de fatores psicológicos e emocionais para atuar? Sem o conhecimento técnico necessário, seria possível uma pessoa vocalmente comum aprender a cantar?

sábado, 11 de abril de 2009

Amar é doar o que sobra em você - amor

É como aquilo que ouvi em algum tempo...
Quando fazemos uma coisa pelos outros
não porque queremos, mas porque cedemos
ficamos com a sensação de que temos um crédito com a pessoa
e arriscamos, a qualquer tempo, nos sentirmos no direito de cobrar o crédito
Já, se pedimos (amor),
e o recebemos e aceitamos,
depois nos sentimos em dívida
E, dívida de amor é aberração.
pode virar ódio

O amor nunca deveria ser encarado e aceito como obrigação
Quem "ama" e se doa em detrimento de si mesmo
vive sempre com a sensação de perda
que tomará suas proporções no momento em que o "amor" acabar

Então... doar-se, contrariado, é perigoso
Ceder à "pressão" do outro é burrice
E as aspas representam aqui um sentido duvidoso de interpretação.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Se existisse uma fórmula
Que simplificasse os sentimentos
Talvez fosse humanamente possível
Demosntrar , efetivamente, o amor

Porém, com muitas variáveis
O amor se torna abstrato
E saber sentir-se amado
Acaba sendo tão importante quanto amar