quinta-feira, 16 de junho de 2011

Liberdade e medo: a dualidade do homem moderno

Com pensamentos originados logo após a idade média, durante o período conhecido como Renascimento, o homem se convence de que pode controlar tudo através da razão. Pela razão abstrata e matemática o ser humano busca o controle do tempo, do espaço, do trabalho e domínio da natureza, guiados pela matemática.
Essa nova visão de poder culmina no Estado Moderno (razão, controle e disciplina) que impõe um único padrão do "real" a que tem de se enquadrar toda sociedade e cultura daquele tempo, o que faz brotar a ansiedade pela liberdade e autonomia de espírito.
O homem, com sua razão, substitui o papel do próprio criador. Seu intelecto o aproxima de Deus e sua cobiça, do diabo.
Mas o desafio era ser absolutamente humano e apenas humano, até as últimas consequências.
Essa liberdade e suas consequências nem sempre era tolerado pelo poder dominante, devido às contradições e instabilidade que trazia para a sociedade.
É o homem sufocado pelo peso da própria liberdade, que muitas vezes era paga com a própria vida.
Aí estão, quem sabe, as origens da dualidade em que vivemos hoje: a busca pelo mundo novo e o medo da mudança, do desconhecido, dos choques culturais.
Será que podemos falar em origem do medo e, associado a ele, do preconceito?

E com medo o ser humano, emocionalmente, se arrasta. Conhece tanto sobre o céu e a terra, mas não consegue conhecer verdadeiramente a si mesmo.

"O ser humano é uma caixinha de surpresas" (disso eu tenho medo!!!)