terça-feira, 10 de junho de 2008

O querer

Procuro não lembrar, não querer
Os pensamentos se impõem
e com eles, a inquietude e a dúvida
se dessa vez foi importante

Tomando como referência o antes,
talvez hajam dias difíceis pela frente
Debato-me como um peixe
sentindo a agonia por ter me deixado levar
pelo desejo indesejado...

Dúvidas e certezas
Mais um tempo imersa em meus infernos mentais
Grandes esforços tentando encontrar respostas
que para tantos parecem gritar
Chego a desacreditar
mas espero o momento de me surpreender

É quase um enigma
ao mesmo tempo que é quase óbvio
Onde estará o ponto inquestionável?
Quando chegerá o momento de compreender e assimilar?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Possibilidades improváveis, mas carinhos sem fim
pelos quais se regenera o tecido ferido pelo sonho incidente
que parece precisar ser apreciado
Algo a dizer, sem palavras
não mais que resquícios da presença fisica
que agora é insubstancial
Silêncio e compreensão, conexões veladas
somos munidos de paciência e ternura
A fonte de inspiração é a delicadeza dos fatos e a rebeldia
sem consolo... não precisamos
Pois cada minuto dedicado a todo o universo
significa que devemos cheirar a rosa e seguir em frente
Já que vamos encontrar nossos ecos
que ressoam na roda da vida, mundo a fora
indubitavelmente