sábado, 30 de agosto de 2008

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Como
Simplesmente as coisas mudam
Assim, fácil
O que era bom fica nem tanto
E o que afligia perde a força
porque nada é pra sempre
Nem o sofrimento

Não serve apenas
em tempos ruins, como consolo
É bom observar isso
também momentos de alegria
que não basta ater-se a felicidade
e deixar-se distrair por ela
Pois a impermanência de tudo é para todos

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Jardim da Fantasia

Bem te vi, bem te vi
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Tua boca pingava mel

Bem te quis, bem te quis
E ainda quero muito mais
Maior que a imensidão da paz
Bem maior que o sol

Onde estás?
Voei por este céu azul
Andei estradas do além
Onde estará meu bem?

Onde estás?
Nas nuvens ou na insensatez
Me beije só mais uma vez
Depois volte prá lá.

Letra: Renato Teixeira
Intérpretes: Pena Branca e Xavantinho

Canção de um povo de um lugar

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
O sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde
Quando a noite a lua amansa
E a gente dança
Venerando a noite

Letra: Caetano Veloso
Intérpretes: Pena Branca e Xavantinho

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Não saber o q é amar

Tristeza que me angustia
apertando-me a garganta
Acho que não sei amar
não sei se soube ou saberei

Mal ouço os passarinhos
ou percebo o colorido mais vivo
pouco levanto minha cabeça
procuro manter distãncia de seres humanos
pois qualquer contato é um risco de sofrimento
qualquer carinho
pode se tranformar em dor e aflição

De bom só tenho as referências
(ah, ouvi os contos de fadas!!!)
mas não tenho boas experiências com o amor

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

pedindo

Como estar preparada para amar?
Qual o segredo? Onde aprender?
Agora que o dia já amanheceu tantas vezes,
e aqueles tempos em que o sorriso era garantido ficaram tão longe
nada mais passa despercebido
Encarar a vida de frente exige tanto de mim

Com nós sufocantes amarrando a garganta
entre soluços e desesperos
vejo o tempo correndo e eu parada
vejo coisas diante de meus olhos
coisas imóveis, sem vida nem vontade
pelas quais me permito dominar
sem ação, nem reação!

Meus olhos espremidos
obedecem meu coração que não entende
não consegue conceber
não tem sequer noção
de por onde começar a procurar
nem de como continuar

e meu peito apertado e machucado
mal inspira, mal respira, mal sonha
Onde estará o caminho que perdi?