sábado, 28 de agosto de 2010

brevemente

Aceitar-se como humano
com o termo carregado de interpretações
Render-se ao momento?
Às emoções,
afloradas pelos erros
pelos maus entendidos
pelos entendimentos?
Perdoar-se.

Tão insuportável quanto desejável
Na mesma medida
Razão subvertida ao calor da hora
Sem mais,
sem menos
Pra quê, se viver é transgredir ao raciocínio?
Razão completa a emoção?
Talvez faça sentido
Um dia
Brevemente

calo

Coisas que minha cabeça não entende
Os motivos, as razões
daquelas preferências e escolhas
Decisões que flutuam
Sugestões que se impõem
Tudo ou nada
Amor ou ódio
Assim
Tudo assim
Olhares Nublados
Estrelas Marejadas
Calo

Explosões sem cacos?

Perturbador
Música sem sentido

Imprevistos
Perigo sem alerta vermelho
Tudo revirado
Indelicado
Sensações
Emoções
Explosões internas
Sem erupções

O silêncio
Não é opcional
Não é racional
Quase inconsciente
É o que é porque machucou e dói
Não há razão mais que emoção

Sensível demais?
Pele ferida
E alma em pedaços

SI-RE-FA-LA

Sem função
Viver em SI
Sem FÁLÁ

Desestrutural

Na dimensão total de si
Os sentidos
Impetuosos, mas frágeis
Guerreiros em paz
Confusos, quem sabe
Áz vezes bloqueados
(ação/reação)
Mas aptos ao amor, transbordam

Parece assim:
Que há flores em todos os sentidos
Cresceu, floresceu
Flores sem sentidos?
Desestruturadas
Sem função, sem razão
Reviradas por dentro e fora

Tempestades conectadas
Onde não há sentido e emoção
Ir/voltar
Ir/ficar
Tanto fez
Tanto faz