Como sabemos, conforme a concepção burguesa neoliberal de educação, a educação está relacionada ás necessidades de produção, sendo que não há igualdade de oportunidades para todos. Uns são educados para pensar e outros são educados para executar.
A principal característica da escola, nessa concepção, é a de transmissora do conhecimento, tendo como função primordial, preparar o homem para o trabalho (leia-se mercado). A escola na concepção neoliberal, controlada, tem o papel de doutrinar, segundo a ideologia dominante e "oficial", funcionando como o modelo e reproduzindo as relações sociais e suas desigualdades, sendo a escola uma verdadeira vitrine do capitalismo neoliberal, onde a cidadania e consciência social são substituídas pelas leis que regem o código de defesa do consumidor e o aluno passa a ser o comprador da educação. Cabe a escola neoliberal atribuir à educação o papel de preparar, "qualificar" o "cidadão" para o trabalho e para as necessidades do mercado. Tratam o conhecimento e as ciências como propriedade, como capital.
Por outro lado temos a concepção transformadora e revolucionária de educação, segundo a qual, educar é preparar o ser humano para pensar; habilitá-lo a aprender a aprender, a buscar o conhecimento e aproximar o pensar do fazer.
Segundo essa concepção, a escola deve ser a mediadora do conhecimento e deve formar antes de tudo homem integral e emancipado. É aquela que sugere os caminhos, possibilita o acesso ao conhecimento a todas as 'classes sociais' com igualdade de oportunidades e indica as possibilidades decorrentes desse conhecimento, a fim de que o "aluno" desenvolva sua autonomia, aprendendo a aprender o que lhe transformará num homem emancipado, exercendo uma cidadania consciente, com senso crítico e desempenho de as suas funções políticas, civis e sociais.
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