quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vermelho

_Eu não sou exatamente o que você vê! -  gritou o tomate, indignado.

_Não?! - questionou intrigada a folha, tão verde e tão viva. E continuou: _o que grita em você é justamente aquilo que você não é? Eu vejo um vermelho brilhante pulsando! Se não é você, não faz sentido!

_Para tudo pode se dar um sentido. O sentido é coerente com a posição em que está o observador. Portanto, para mim o que não faz sentido é o vermelho, que é essencialmente o que não sou!

(...)

_ Mostrando o que não é, você me obriga, me força a completar o que falta em você, que é o que, na verdade, para mim faz sentido.

(em construção)


Nenhum comentário: