Na montanha, subiria o mais alto que meu corpo aguentasse e não desceria até a dúvida passar;
Na água mais gelada no inverno, mergulharia e ficaria lá, submersa, até a dúvida passar;
Sobre pontas e pedras, deitaria meu corpo e não levantaria até a dúvida passar;
Para o Sol mais intenso, fixaria meu olhar e não piscaria até a dúvida passar;
Sentaria na calçada e, mesmo com frio e fome, de lá não sairia até a dúvida passar;
Gritaria até a voz acabar;
Sentiria até tudo se degenerar
Faria a mim o melhor ou o pior e não cessaria até a dúvida passar.
Porque a mim a dúvida atordoa, embrutece e angustia.
Porque duvidar da sinceridade de alguém é mais que agonia.
Porque duvidar de de si mesmo é muito pior que qualquer dor ou castigo.
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