segunda-feira, 12 de novembro de 2007



"Carrasco de si mesmo

Vou cortar-te sem me irritar
E sem ódio, como um açougueiro,
Como Moisés contra a rocha!
E te ferirei os olhos,


Para regar o meu Saara,
Jorrar águas do sofrimento.
Meu desejo esperançoso
Em suas lágrimas nadar


Como um navio ao alto mar
E em meu coração que soluça
Meu coração embriagado
Fará bater como um tambor!


Eu não sou um falso acorde
Na divina sinfonia
Graças à voraz ironia
Que me agita e que me morde?


Ela distorce a minha voz!
É meu sangue, negro veneno!
E eu sou o espelho obsceno
Onde ela se enxerga, atroz.


Sou a ferida e a punhal!
Sou o fole e bochecha,
Eu sou os membros e a roda,
A vítima eo carrasco!


Sou o vampiro de meu sangue
Um dos maiores abandonados
Condenado ao riso eterno
Cujo sorriso é impossível"

Nenhum comentário: